Esse é o famoso trecho do diálogo entre Alice e o Gato. Em pouquíssimas linhas diz muito. Alice: “Você poderia me dizer, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?” Gato: “Isso depende muito de onde você quer chegar.” Alice: “Eu não me importo muito para onde” Gato: “Então não importa  que caminho você siga” “contanto que eu chegue a algum lugar”, continuou Alice explicando “Ah, você com certeza vai”, respondeu o gato. “É só andar o bastante”.

 

Passei um tempo da minha vida sem me importar ao certo para onde estava indo, não tinha certeza do que deveria fazer, quais caminhos seguir. Estava simplesmente envolvida em cumprir com os afazeres do dia-a-dia, deixando que a vida tomasse as decisões por mim. E ela toma! Alheia à sua vontade. É quase um julgamento à revelia.

Quando deixei de somente me ver no espelho e consegui por um momento efêmero me enxergar de verdade, não sabia mais quem eu era.

Eu que sempre fui alegre e cheia de vida e planos me senti vazia, sem esperança, sem fé e até mesmo sem vontade de sorrir.

Procurei dentro de mim o pequeno ponto de luz que sei que Eu Sou. Todos nós somos seres magníficos e únicos. Acredito que temos capacidade infinita de construirmos nossas próprias histórias.

Hoje tento me lembrar a cada momento de fazer minhas escolhas de forma consciente. E tenho aprendido muito, vivido de uma maneira mais feliz, condizente com a vida que desejo ter e o que espero do mundo.

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