Quais são os efeitos da baixa Autoestima ?

Já conversamos em outro post sobre o que é Autoestima. As consequências variam de pessoa para pessoa, e de acordo com a intensidade, o histórico e a percepção de cada um. Em tempos de modernidade líquida, parece existir em curso uma epidemia de baixa autoestima. A influência do exterior segue em uma massacrante crescente, agora na palma da mão de todos nós. Se por um lado existe um movimento de apoio ao consumismo consciente, ao minimalismo e à conexão com o self, por outro lado, existe hoje um apelo não somente pelo TER (coisas materiais), mas também pelo SER, não a própria essência, mas um modelo de felicidade e comportamento.

Com as redes sociais, a vida das pessoas próximas parece ser tão incrivelmente mais interessante… e acaba existindo a comparação, que afeta negativamente a maneira como nos sentimos sobre nós mesmos. Ao longo do tempo, isso, entre outros fatores, pode levar a uma baixa autoestima que pode reduzir a qualidade da vida de uma pessoa de muitas maneiras diferentes. Podendo até levar a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, de acordo com um estudo feito pelos pesquisadores da Universidade de Basileia. O psicólogo Dr. Lars Madsen acrescentou que a baixa autoestima é “um fator chave tanto no desenvolvimento quanto na manutenção da depressão”.

como melhorar a baixa auto estima

É natural ressentir sobre si mesmo de vez em quando, mas quando esses sentimentos são constantes, pode ter grandes e negativos efeitos da baixa autoestima na vida de uma pessoa:

 

– Baixa resiliência: Pode ser mais difícil lidar com desafios, por se sentir incapaz de superar as adversidades;

– Relacionamentos interpessoais: Por não enxergar em si qualidades para ser estimado, acaba aceitando relacionamentos abusivos ou desfuncionais (pode ser com amigos, colegas de trabalho, familiares…);

– Relacionamento intrapessoal: Faz de si o seu maior carrasco. Culpa-se, julga-se, vitimiza-se;

– Baixa motivação para realizar e/ ou conquistar: É difícil se motivar porque assume que falhará;

– Acomodação: Não assume riscos por assumir que terá um resultado negativo e acaba estagnado na zona de conforto;

– Ciúmes/ Inveja : Por não se sentir apropriado, teme que a pessoa amada perceba “a realidade”. Pela falta de ação, acaba invejando as pessoas que conquistam e realizam;

– Não cuidar de si mesmo: Pode ser fácil negligenciar coisas como sono, comida e exercício quando se tem baixa autoestima, porque não se importa o próprio bem-estar;

– Coloca-se em situações de risco: Negligencia a própria integridade física, emocional ou moral;

– Comunicação falha: Não diz o que pensa por medo de falar besteira, não sabe dizer não e acaba engolindo sapos, rãs e pererecas;

– Perde oportunidades: Por se achar incapaz ou por medo de se expor, deixa passar oportunidades;

– Responsabilidade pessoal: Não toma as rédeas da própria vida;

– Responsabilidade social: A busca de todo ser humano é por aceitação, amor e felicidade. É difiícil doar-se para outras pessoas e para o mundo quando não temos nem para nós mesmos.

Nos tempos de blogueiras e digital inflluencers, é importante compreender que todos temos inseguranças em algumas áreas da vida, mas autoestima significa justamente aceitar-se e amar-se apesar das fraquezas. Na vida, somos constantemente confrontados com desafios e mudanças. À medida que lentamente começamos a acreditar em nós mesmos, podemos descobrir que, embora não possamos mudar nossas experiências passadas, podemos mudar a maneira como pensamos sobre elas. Como resultado, podemos mudar não apenas a forma como pensamos sobre nós mesmos, mas também identificar um caminho para um futuro melhor.

auto estima baixa

Como disse Viktor Frankl, o psiquiatra e sobrevivente do Holocausto, em seu livro Man’s Search for Meaning, ” tudo pode ser tirado de um homem, menos uma coisa:

“A última das liberdades humanas – para escolher a atitude em qualquer conjunto de circunstâncias, para escolher o próprio caminho”.

 

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