Ciclos.

Inexoráveis e inevitáveis. Assim como  tudo o que há na natureza, estamos todos sob a batuta ora flexível e delicada, ora ceifadora e definitiva do Décimo Terceiro elemento. Dos recomeços. Dos términos.

Tamanha a sutileza dos fins, às vezes passam desapercebidas estas transições. E podemos ser passivos, deixando que a vida se encarregue de levar, com a sempre certeza de que existe a abertura para o novo.

É preciso coragem e integridade para ser ativo e provocar o encerramento do que já não faz mais sentido, do que já não cabe, do que já foi aprendido e desafiar o conforto, o conhecido, aquela zona morna que ainda colorida, também pálida.

Nem sempre adianta planejar. Às vezes é preciso confiar na fé para poder caminhar no escuro e permitir a abertura para o que vem, naquele espaço de tempo em que se solta o passado, e o futuro, que ainda não é presente, não se apresentou. E o sentimento que se manifesta, surpreende pela ausência do empirismo, pois mais se assemelha à uma sensação imaginada nos filmes de astronautas, naqueles instantes de silêncio absoluto, de ausência de tudo, como se a vida parasse. Como se fosse possível a imobilidade da vida.

Fica sempre o aconchego das lembranças, as lições aprendidas, as experiências trocadas, algumas cicatrizes e a vida vivida.

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