Apesar da sensação de o tempo estar cada vez mais escasso, na via oposta tenho a sensação de ter muito tempo para consertar relações, arrumar a vida que está meio torta, melhorar o físico, o trabalho,  a mente e o espírito. Assim os planos e projetos vão se somando enquanto a rotina engole tudo.

Muito inspirado estava John Lennon quando disse “Vida é aquilo que acontece enquanto você está fazendo planos”.
Inspirada estava também Bronnie Ware, uma enfermeira da Austrália , que reuniu em um livro chamado The top five regrets of the dying (“Os cinco principais arrependimentos de doentes terminais”, traduzido no Brasil como “Antes de partir”), o que estes pacientes que ela cuidava, todos em estágio terminal, teriam feito de diferente em suas vidas.  Descobriu os 5 maiores arrependimentos em comum.

Fornecem um bom momento de reflexão pois desde o dia que nascemos, a única certeza que temos é a de que vamos morrer. Um dia esse dia vai chegar, mas agimos como se estivesse loooooonge. Mas e se você soubesse que não tem mais todo o tempo do mundo ? Os maiores arrependimentos: Primeiro:

Primeiro arrependimento mais comum. É fácil perceber, quando não se tem mais tempo, os sonhos que foram abandonados pelo meio do caminho. Isso traz sensação de amargura e frustração. Na verdade a maior parte dos impedimentos de ter a vida que desejamos é causado por nós mesmos.

Segundo: Ter tido mais dinheiro não é algo mencionado por pessoas no fim da vida, na verdade bens materiais em geral não são lembrados. As maiores lembranças são relacionadas as pessoas e momentos. Então do que adiantou ter trabalhado tanto e perdido convívio com família e amigos ? Esse é um grande arrependimento sentido no fim da vida. No fim das contas, tudo refere-se a como o tempo é empregado, aproveitado e vivido.

Terceiro: Em nome da paz e do bom convívio muitas pessoas guardam para si o que realmente sentem ou gostariam de falar. A amargura e o ressentimento carregados podem causar doenças. Não podemos controlar as ações e reações dos outros, somente a nós próprios. Cada um exerce o caráter e a dignidade que têm. Não dá para se fazer nada a respeito.

Quarto: Ah, a vida corrida… como encontrar tempo para manter os amigos? Pois não ter mantido contato com grandes amigos foi um dos grandes arrependimentos mais citados. Segundo Bronnie, a ausência de amigos é sentida no fim da vida e trouxe arrependimentos profundos a alguns dos pacientes.

Quinto:  Pode parecer até meio óbvio e muita gente não percebe mas ser feliz pode ser uma opção de escolha. Ficaram presos a velhos padrões e hábitos. O medo da mudança não deixou esses homens e mulheres terem a chance de experimentar novas situações, de VIVEREM tudo aquilo que gostariam e realmente poderiam. Poucos têm no leito de morte a sensação de paz de terem feito tudo o que podiam ou o que quiseram.

A vida é feita de escolhas e estas devem ser feitas conscientemente, com sabedoria. Aproveite seu tempo da melhor maneira possível. Tente imaginar o que você realmente gostaria de fazer, o que traria felicidade, o que seria realmente importante se você tivesse mais um ano de vida apenas. Nos colocar em uma situação extrema nos permite excluir pessoas e situações que não trazem felicidade, alegria, paz e fazer escolhas mais acertadas, no caminho certo.

 

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